Dar de mamar sem problemas - Mi nino no me come

26-02-2012 14:12

Um conselho muito claro

Como quase todos os problemas, os conflitos com as crianças em torno da comida são mais fáceis de prevenir do que remediar. O título e o conteúdo deste livro dificilmente atrairão a atenção de casais grávidos ou de pais de crianças pequenas que comem. A maioria dos meus leitores (ou deveria dizer leitoras) são mães desesperadas porque o seu filho “não come” há alguns meses.

Mas não perca a esperança. Talvez vocês esteja grávida, ou o seu filho ainda seja pequeno, e este livro lhe tenha sido emprestado ou recomendado por uma amiga ou irmã que já passou por isso. Ou talvez você pense ter outro filho e não gostaria de passar pelo mesmo.

Esta secção contém, por isso, alguns conselhos para dar de comer ao seu filho sem que surjam conflitos.

O conselho não pode ser mais claro:
Não obrigue o seu filho a comer.
Não o obrigue nunca, por qualquer meio, sob quaisquer circunstâncias, por qualquer motivo.

Este conselho apenas ocupa três linhas, e você poderá pensar que é pouco para o que terá pago por este livro. Então vou elaborar um pouco mais, mas tudo o resto é secundário. Se em algum momento se perder nos meus devaneios e precisar voltar ao essencial, volte a este conselho.

Confie no seu filho

Vamos ao princípio. Após nove meses de espera, finalmente tem o seu filho nos seus braços. Não se mexa! Apesar dos esforços de alguns para tentar convencê-la do contrário, nos seus braços é onde está melhor.

Para evitar conflitos, desde o início, o melhor é confiar no seu filho. O seu filho é que sabe quando tem fome, não o relógio. A maioria dos bebés mama entre oito a doze vezes por dia, em mamadas irregularmente distribuídas. Normalmente demoram em cada peito 15 a 20 minutos nas primeiras semanas, enquanto aprendem, mas por volta dos dois a quatro meses, normalmente alimentam-se muito rapidamente, em 5-7 minutos ou menos. Isto é o que faz a maioria, mas sempre há algum que bate recordes, por muito ou por pouco. Se lhe der o peito quando ele pede, e o deixar mamar o tempo que quiser, o seu filho terá sempre o leite que precisa.

O peito dá-se à demanda

Noutro capítulo já expliquei porquê. Relembro que os bebés dificilmente mamam com horário regular, porque é precisamente a variação de horário que lhes permite alterar a composição do leite para o adaptar às suas necessidades.

Diz-se que a nossa civilização tem medo da liberdade, e talvez seja por isso que muitas pessoas simplesmente não aceitam isto da amamentação à demanda, e tenta colocar limites. E o triste é que às vezes os limites são colocados com tanta subtileza que parece que dizem o mesmo, mas não é o mesmo. Como exemplo, os seguintes erros típicos:

- Dê o peito à demanda, ou seja, não antes de duas horas e meia e não mais de quatro.
Isso não é à demanda. Esse é um horário flexível e melhor que nada, mas não é à demanda. Porque não pode mamar antes das duas horas e meia? Nunca lhe aconteceu ter acabado de comer, e encontra uma amiga na rua e entram em algum lugar para beber um café? Ou você diz à sua amiga: “Bebe o teu café, se quiseres, eu faço-te companhia, mas é que só passou meia hora desde que comi, e não posso comer antes das cinco”?

- Nas primeiras semanas é recomendado amamentar em livre demanda, mas depois o seu filho vai ter a sua própria rotina. 
Nem todas as crianças têm uma rotina. E entre aqueles que têm, muito poucos seguem a marcha militar que a frase sugere (a cada duas horas, a cada três, ou quatro). É mais provável que o ritmo escolhido seja o cha-cha-cha: várias mamadas muito seguidas, outras mais separadas, uma pausa mais longa… 
A rotina da amamentação manifesta-se, quando existe, de um dia para o outro: se a Laura costuma mamar muito frequentemente de manhã e dorme uma boa sesta à tarde, é provável que amanhã volte a fazer o mesmo. Mas também poderá surpreendê-la, e isso é o agradável de se ter filhos. São pessoas e não robôs.

- Tente ir espaçando entre mamada e mamada
Isto tão pouco é à demanda. Porque é que essas pessoas estão tão obcecadas em ir espaçando as mamadas? Se o seu filho quer mamar, e se você lhe quer dar mama, porque é que hão-de querer controlá-la? Também se deveria espaçar entre beijo e beijo? Gostaria você que lhe fossem espaçando de Domingo a Domingo, ou entre dia de pagamento e dia de pagamento, ou entre férias e férias? Os empregadores ficariam muito felizes com um Domingo a cada dez dias, pagar o ordenado a cada 43 dias e dar um mês de férias a cada ano e meio, mas nunca lho iriam propor. Pois bem, o seu filho iria responder com a mesma indignação se pudesse falar, e se apercebesse que alguém quer espaçar as mamadas.

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